HISTÓRIA ECLESIÁSTICA
O DESVIO DA SIMPLICIDADE APOSTÓLICA
A Institucionalização da Fé
Para o pensamento protestante, o catolicismo romano como instituição política surgiu da fusão entre o cristianismo e o Império Romano após o Édito de Milão (313 d.C.). A igreja, que antes era uma comunidade de fé perseguida, tornou-se a religião oficial, absorvendo estruturas administrativas e rituais do paganismo romano.
"A igreja tornou-se um mundo e o mundo tornou-se a igreja. Onde antes havia o Espírito, passou a haver a liturgia formal e a busca pelo poder secular."
— Análise sobre a Constantinização da IgrejaOs Marcos da Transformação
O surgimento do catolicismo é visto como um processo de camadas acumuladas ao longo dos séculos, distanciando-se do Cânon Bíblico:
- Absorção de Ritos: A introdução de incensos, vestes sacerdotais e a veneração de santos como substitutos para o panteão de deuses locais.
- O Surgimento do Clericalismo: A separação rígida entre clero e leigos, criando uma casta mediadora que a Bíblia não prescreve.
- Sacramentalismo: A crença de que a graça divina é transmitida mecanicamente por rituais, em vez de ser recebida estritamente pela fé.
- Infalibilidade Humana: A gradual elevação das decisões de concílios e decretos papais ao mesmo nível (ou acima) das Escrituras.
Divergências de Origem
AUTORIDADE
Enquanto a Igreja Primitiva se guiava pelos ensinos dos Apóstolos, o Catolicismo Romano estabeleceu o Magistério como intérprete supremo.
O PAPADO
Visto por protestantes não como uma instituição divina, mas como uma evolução política do bispado de Roma após a queda do Império Ocidental.
MEDIAÇÃO
A introdução de mediadores celestiais (santos e Maria) é considerada uma adição tardia que obscurece o Solus Christus.
TRADIÇÃO
O conceito de "Tradição Sagrada" é visto como uma porta que permitiu a entrada de dogmas sem fundamentação no Cânon Bíblico.